Investimento em startups: conheça os modelos mais indicados para cada fase

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O ecossistema de startups segue em plena expansão, atraindo empreendedores e investidores em busca de inovação e retorno financeiro. No entanto, para além de uma excelente ideia, o sucesso de uma startup depende principalmente da escolha certa de investimentos em cada etapa de seu ciclo de vida.

Esteja você à procura de investimento na startup que está lançando ou interessado em investir em uma startup promissora, convém estar familiarizado com os diversos modelos existentes no mundo dos negócios para formatar essa parceria de forma segura e vantajosa para todas as partes

Em qualquer das hipóteses, é provável que já conheça os termos e formatos dos modelos de associações existentes nesse mercado, do bootstrapping, que é basicamente o primeiro investimento feito na empresa, ao dinheiro que vem de aceleradoras e venture builders, passando por investidores-anjos e fundos de venture capital.

Da concepção à consolidação no mercado, cada fase exige tipos específicos de capital que alinhem recursos com os desafios e objetivos do momento.

Na sequência, confira os tipos de investimentos indicados para cada estágio de uma startup e entenda qual o mais apropriado para você.

 

Fase Inicial (Ideação e Validação)

Na fase inicial, quando a startup é apenas uma ideia ou um protótipo, o foco está em validar o modelo de negócio e atrair os primeiros usuários. Nessa etapa, os recursos costumam ser limitados, e os investimentos tendem a vir de fontes pessoais ou de baixo risco.

– Bootstrapping

É quando o empreendedor usa suas próprias economias para lançar um empreendimento. Praticamente todas as startups partem do bootstrapping até conseguirem novos ou maiores investimentos, algo que costuma ocorrer a partir de seis meses a um ano.

– Investimento-anjo 

Costuma ser feito por empreendedores, executivos e outros profissionais experientes interessados em diversificar suas aplicações financeiras e em participar do processo de formação de novas empresas como mentores. O Investidor-Anjo costuma ter como como objetivo aplicar em negócios que veem com alto potencial de retorno.

– Aceleradoras e incubadoras

Consistem basicamente em programas como o Seedstars ou o InovAtiva Brasil, que fornecem funding (de R$ 50 mil a R$ 200 mil), infraestrutura e orientação à startup, ajudando a validar o produto e preparar a empresa para o próximo nível.

As incubadoras partem de um modelo mais tradicional de investimento, com base em um projeto interessado em crescimento.  O processo de incubação inclui ajuda com a modelagem básica do negócio e apoio em técnicas de apresentação, entre outras.

As incubadoras se adequam a startups em fases iniciais por vários motivos: além de oferecer espaço e estrutura para as operações das incubadas, focam em inovação e desenvolvimento dos negócios

Já as aceleradoras são um tipo moderno de incubadoras de empresas, que geralmente procuram por startups para oferecer consultoria, treinamento e participação em eventos durante um período específico, que pode ser de três a oito meses. Em troca, as aceleradoras recebem uma participação acionária.

 

Fase de Tração (Start-up)

Com o produto validado e os primeiros clientes conquistados, a startup entra na fase de tração, onde o objetivo é escalar operações e gerar receita. Aqui, o capital precisa ser maior para apoiar crescimento e marketing.

– Capital-Semente (Seed)

Apoia startups em fase de implementação e organização de operações, muitas delas concebidas no contexto das incubadoras de empresas. Num estágio inicial, seus aportes financeiros procuram apoiar a capacitação gerencial e financeira do negócio.

Os fundos-semente costumam estar duas a três vezes acima da média do investidor anjo e buscam startups que já estão mais estruturadas no mercado, com clientes e produto/serviço já definido, mas que ainda dependem de investimento para sua expansão.

– Venture Capital

É uma modalidade de investimento para apoiar negócios por meio da compra de uma participação acionária, geralmente minoritária, com o objetivo de ter as ações valorizadas em uma posterior saída da operação.

O risco se dá pela aposta em empresas cujo potencial de valorização é elevado e o retorno esperado corresponde ao risco que os investidores querem correr. O valor investido costuma ser muito maior que um seed, alcançando vários milhões.

– Crowdfunding

Ideais para startups com apelo popular, plataformas como Catarse ou Kickante ajudam a arrecadar recursos de uma ampla base de apoiadores. O capital varia conforme a campanha, mas exige uma estratégia de engajamento forte.

– Investidores de Série A

O investidor Série A é aquele que participa da primeira rodada de investimento de capital de risco em uma startup após sua fase inicial.

Nessa etapa, o negócio já validou seu modelo, tem clientes e busca recursos para escalar, aprimorar produtos e acelerar seu crescimento. Esses investidores, geralmente fundos de venture capital, apostam em startups com alto potencial de expansão e modelos de negócio sustentáveis.

Fase de Crescimento (Escalabilidade)

Na fase de crescimento, a startup já tem um modelo de negócio comprovado e busca expansão forte. O capital necessário é significativo, e os investidores contam com retornos estruturados.

– Investidores de Série B

Empresas de venture capital investem entre R$ 10 milhões e R$ 50 milhões para expandir operações, entrar em novos mercados e otimizar processos. Essa etapa exige indicadores sólidos de crescimento e lucratividade.

– Private Equity

Firmas de private equity entram com aportes maiores (geralmente acima de R$ 50 milhões) para startups maduras, buscando consolidar liderança de mercado e preparar uma eventual saída por meio de IPO ou venda.

– Empréstimos Corporativos

Linhas de crédito ou debêntures podem complementar o capital, especialmente para startups com fluxo de caixa positivo, oferecendo flexibilidade sem diluir participação acionária.

Fase de Maturidade (Consolidação)

Após alcançar escala, a startup se torna uma empresa madura, focada em eficiência e lucro para os investidores. Nessa fase, o investimento visa sustentabilidade e expansão global.

– IPO (Oferta Pública Inicial)

Listar ações na bolsa de valores, como a B3 no Brasil, possibilita captar altos valores para financiar crescimento internacional e inovação. Exige estrutura corporativa robusta e governança avançada.

– Aquisição ou Fusão

Grandes empresas ou fundos estratégicos podem adquirir a startup oferecendo saídas lucrativas para investidores iniciais. O valor varia conforme o momento do mercado e o potencial da marca.

– Reinvestimento de Lucros

Com maturidade, a própria geração de caixa pode financiar novos projetos, reduzindo a dependência de capital externo.

Além do convencional

Além das tradicionais rodadas de investimento, há outros formatos que vêm ganhando relevância no ecossistema das startups.

O Venture Building e o Equity Crowdfunding, por exemplo, destacam-se como respostas à necessidade de modelos mais colaborativos, ágeis e acessíveis no universo do empreendedorismo.

Eles oferecem alternativas viáveis tanto para quem quer empreender quanto para quem busca investir em inovação com mais segurança e apoio estratégico.

Confira a seguir em que consistem esses modelos:

Venture Building – O modelo mescla características das incubadoras, aceleradoras e venture capital ao oferecer todo o planejamento estratégico, a captação de recursos financeiros e humanos e estrutura física.

O objetivo de uma Venture Builder não é apenas criar um produto, mas construir um negócio. Geralmente, a participação de uma Venture Builder numa startup é grande, chegando a 80% da estrutura acionária na fase inicial.

Equity crowdfunding – É um financiamento coletivo a partir da divulgação do projeto da startup em uma plataforma online, na qual os investidores aportam fundos no negócio, fazendo jus a uma participação na empresa.

Se, ao fim de um determinado prazo, o empreendedor não conseguir o montante estabelecido, o valor é devolvido aos investidores. Esse tipo de investimento é considerado interessante por permitir a exposição do projeto online para investidores com perfis bem diversificados.

Seja qual for o perfil da sua empresa, é importante lembrar que a jornada de uma startup é marcada por momentos muito distintos, e os modelos de investimento devem evoluir junto com ela.

Das fases de ideação às de tração e maturidade, cada etapa exige planejamento e parcerias alinhadas. Entender esse ciclo é o primeiro passo para transformar uma ideia em um negócio de sucesso duradouro.

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