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Seja entre colegas de trabalho ou em uma roda de amigos próximos e queridos, e até mesmo em família, o assunto dinheiro ainda é visto como delicado e difícil de ser abordado pela grande maioria das pessoas. Esse fato reflete uma realidade social na qual são muito poucos os  que desenvolveram familiaridade com um tipo de conhecimento básico que deveria ser encarado como um pilar fundamental para a evolução da nossa sociedade: a educação financeira.

 

Para se ter uma ideia, em um levantamento recente divulgado pelo Banco BV e pelo Instituto Mindminers, com 2.200 pessoas em todo o Brasil, 61% dos brasileiros disseram atrelar o assunto dinheiro a sensações negativas, enquanto 54% o consideram um tabu. Os sentimentos de insatisfação (26%) e insegurança (24%) também foram menções de destaque entre os participantes, que apontaram o dinheiro como elemento negativo, quando ele, na verdade, deveria ser visto como um aliado na concretização de sonhos. Para isso, no entanto, é preciso antes que se aprenda a construir com ele uma relação mais benéfica e saudável.

 

Recentemente, o governo de São Paulo anunciou que irá reformular o ensino médio no estado, introduzindo na grade escolar, entre outras, a disciplina de educação financeira (a temática já é obrigatória para o ensino fundamental desde 2017, mas na prática ainda são poucas as escolas que conseguem implementá-la de forma satisfatória e interdisciplinar).  Sem dúvida, trata-se de um passo importante para o avanço dessa cultura na vida escolar e na sociedade como um todo. Na verdade, mais do que disciplina obrigatória na escola, a educação financeira deve ser um aprendizado constante a ser desenvolvido no âmbito familiar e doméstico desde a infância. Mas quase nunca é assim.

 

Se é fato que quase sempre acaba sendo muito mais difícil desenvolver uma relação saudável com o dinheiro para quem não recebeu referências positivas sobre finanças desde os primeiros anos de vida, também é verdade que, quanto mais tarde tomarmos a decisão de desbravar esse caminho, mais árduo ele tenderá a ser. Afinal, a educação financeira é uma trilha para a vida toda e que pode ser iniciada a qualquer momento, desde que haja disposição para uma revisão profunda e honesta da forma como lidamos com as finanças e para uma real mudança de hábitos.

 

O que é educação financeira?

 

A educação financeira é um processo contínuo de aquisição de habilidades e atitudes relacionadas ao gerenciamento das finanças pessoais. Manter bons hábitos de consumo, aprender a organizar e controlar o orçamento doméstico e saber se planejar para ter uma vida financeira equilibrada – agora e no futuro.  Práticas como essas, consideradas pilares fundamentais de uma vida financeira saudável, podem ser particularmente árduas e desafiadoras para quem não desenvolveu alguns conhecimentos básicos sobre dinheiro, que funcionam como verdadeiros alicerces na tomada de decisões mais conscientes e responsáveis.

 

Pesquisas apontam que esse tipo de conhecimento ainda é ignorado pela maioria dos brasileiros. Um levantamento recente revelou que Brasil ocupa a modesta 74ª posição no ranking dos países mais educados financeiramente, atrás mesmo de economias menos desenvolvidas. Outro estudo desenvolvido pela Leve, fintech de educação financeira, mostra que mais da metade dos brasileiros não sabem se preparar para metas de longo prazo.

 

Importante ressaltar que educação financeira não se resume a simplesmente saber como organizar as contas e manter o orçamento em dia, e engana-se quem pensa que ela se restringe a cursos teóricos envolvendo cálculos, índices e tabelas. Muito além disso, ela deve ser encarada como uma jornada que tem como foco desenvolver uma visão mais ampla sobre dinheiro e como lidar com ele de forma realista e inteligente. Pessoas educadas financeiramente não só tendem a ser mais disciplinadas, como sabem fazer seu dinheiro render, porque são mais informadas e esclarecidas.

 

Trata-se de um conjunto de conhecimento que nos capacita a tomar decisões financeiras mais bem fundamentadas, lidar com riscos, economizar, investir e planejar o futuro financeiro de forma inteligente.

 

Quais os obstáculos para desenvolver educação financeira

 

Além da falta de conhecimento sobre finanças, outro entrave para desenvolver educação financeira e estabelecer metas de longo prazo está ligado à própria cultura consumista na qual estamos inseridos. Desde os primeiros anos de vida, somos influenciados por padrões de comportamento que revelam muito sobre uma sociedade que encontra no consumo uma forma de felicidade instantânea, capaz de proporcionar status e bem-estar.  Essa visão de mundo acaba por moldar a forma como nos relacionamos com os produtos e serviços que consumimos ao longo da vida e pode representar um grande obstáculo para uma vida financeira equilibrada.

 

Em primeiro lugar, é importante lembrar que a educação financeira é um processo gradual, desenvolvido por meio de pequenas mudanças a serem incorporadas aos nossos hábitos e ao nosso estilo de vida. Ao longo dessa jornada, é possível aprimorar pouco a pouco o modo de organizar as finanças e desenvolver consciência sobre nossos ganhos e gastos e sobre como gerenciar os investimentos, planejar as contas e o futuro. E assim, sermos capazes de fazer melhores escolhas financeiras para conquistar independência e autonomia.

 

A seguir, elencamos alguns pilares essenciais desse caminho a ser trilhado pela vida toda.

 

Estudo: incorporando conhecimento financeiro no dia a dia

 

Por mais atribulada que seja nossa rotina, é importante desenvolver conhecimentos sobre educação financeira no dia a dia. Cursos de curta duração, leituras básicas ou mesmo o acompanhamento de blogs e notícias diárias sobre economia e finanças são formas simples de adquirir uma base de conhecimento relevante e útil para cada necessidade.

 

Orçamento consciente: o ponto de partida para uma vida financeira equilibrada

 

Outro pilar essencial da educação financeira é o orçamento consciente. Saber exatamente quais as entradas e saídas de dinheiro é essencial para tomar decisões mais informadas e evitar gastos impulsivos. Criar um orçamento envolve listar todas as suas receitas e despesas, identificando para onde o dinheiro está sendo encaminhado.

 

A prática do orçamento consciente ajuda a mapear e reconhecer nossos hábitos de consumo e possibilita fazermos os ajustes necessários para alcançar metas financeiras mais ambiciosas. Com disciplina e organização, é possível assumir o controle das finanças pessoais, tomando decisões alinhadas aos nossos próprios objetivos.

 

Controle das dívidas: equilibrando compromissos financeiros

 

O terceiro pilar é o controle das dívidas. Fazer algumas dívidas pode até ser uma estratégia válida, mas é fundamental ter o controle adequado sobre esses compromissos financeiros. Identificar o tipo de dívida, suas taxas de juros e prazos de pagamento é crucial para uma gestão saudável das finanças.

 

Na hora de decidir quais quitar primeiro, vale priorizar aquelas com taxas de juros mais elevadas e evitar contrair novas dívidas desnecessárias. Também é importante se planejar para liquidar as dívidas de forma estratégica, buscando acordos mais vantajosos.

 

Investimentos inteligentes: fazendo o dinheiro trabalhar a seu favor

 

O quarto pilar é o investimento inteligente. Aplicar o dinheiro de forma adequada é uma maneira eficaz de fazê-lo crescer ao longo do tempo. Entender quais as opções de investimento disponíveis, seus rendimentos e seus riscos é essencial para tomar decisões coerentes com a respectiva meta financeira e perfil de investidor.

 

Para isso, vale buscar conhecimento sobre diferentes classes de ativos, tais como ações, títulos, fundos de investimento e imóveis. Diversificar sua carteira de investimentos é uma estratégia para mitigar riscos e potencializar os retornos.

 

Reserva de emergência: preparando-se para o inesperado

 

O último pilar é a reserva de emergência. Ter uma quantia reservada para enfrentar situações inesperadas, como perda de emprego ou gastos médicos imprevistos, é essencial para proteger sua estabilidade financeira.

 

Recomenda-se que a reserva de emergência seja equivalente a três a seis meses de despesas básicas. Mantenha esse valor em uma conta de fácil acesso e com baixo risco, para que você possa lidar com emergências sem comprometer seus investimentos de longo prazo.

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